quinta-feira, janeiro 05, 2012

Anthrax - Entrevista com Frank Bello









Fazia oito anos que vocês não lançavam um disco de inéditas e por várias vezes vocês começaram a trabalhar em material novo e pararam. Você até chegou a sair da banda para entrar no Helmete, além disso, houve as trocas de vocalistas. Como vocês finalmente acabaram lançando Worship Music?

Frank Bello: Houve, mesmo, uma série de tentativas de se lançar o disco. Mas para chegarmos nesse resultado, com ótimas resenhas nas revistas (graças a deus!), nós tivemos que ser muito determinados. Nós realmente nos matamos, tivemos muitos problemas a enfrentar. Na verdade, a gente só queria tocar a banda a diante, mas as coisas começaram a fugir do nosso controle. E tudo o que a gente queria fazer... era justamente o que estamos fazendo agora! Tínhamos Joey Belladonna de volta e queríamos lançar um disco como esse. Houve muito sangue, suor e lágrimas para chegarmos onde queríamos. Mas hoje estamos tocando para grandes plateias e vivemos um ótimo momento.

Os últimos anos foram muito frustrantes para vocês por conta dos problemas que enfrentaram? Refiro-me ao vocalista que não deu certo (Dan Nelson), sua saída para o Helmet, a volta e a saída de John Bush...

Frank: John tem sua vida. Nós estávamos fechados com ele, mas ele tem sua família e não quer mais viver essa vida. Eu respeito completamente essa opção dele e nós continuamos gostando muito dele. Em relação à minha ida ao Helmet, achei que era oportuno darmos um tempo uns dos outros. E o resultado é que isso deixou a banda ainda mais forte. Quando eu voltei, estávamos mais unidos do que nunca.Era disso que precisávamos para tornar o Anthrax ainda mais forte. E a volta de Joey Belladonna foi a cereja que faltava ao bolo. Nada acontece por acaso e euestou muito feliz com tudo que aconteceu com a banda.

Quando você trocou o Anthrax pelo Helmet, já tinha em mente essa ideia de apenas dar um tempo ou naquele momento você sequer chegou a cogitar que um dia voltaria?

Frank: Eu não considerava minha missão cumprida no Anthrax, mas repito que nós dois, eu e a banda, precisávamos dar um tempo um do outro. Estava havendo muitos conflitos, pra ser bem franco. E foi em parte minha culpa por termos rompidos –eu dividiria essa responsabilidade meio a meio. Mas, como disse, acho que foi bom ter ocorrido esse rompimento temporário. Fui para o Helmet e passei dois anos em turnê, o que foi ótimo pra mim. Aprendi muito participando de outro grupo. Acredito até que me tornei um músico melhor e que voltei para o Anthrax como uma pessoa melhor, também.




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