domingo, março 13, 2011

Vital Remains Dechristianize 2003 (Cardápio)


Primeiramente Bem Vindos, deixe me apresentar sou Bruno Meireles, lembrando que o gerenciador o Blog é o Todengel (Por isso as postagens estão em seu nome, mas ao final de cada texto haverá o crédito de seu respectivo autor), a sessão "Cardápio" aqui apresentada, é a sessão onde recomendaremos álbuns ou músicas que mais gostamos.

Hoje irei falar sobre um dos albúns que mais gosto do Vital Remains, Dechristianize.
A única definição plausível para o som do Vital Remains seria: Extreme Progressive Death Black Metal.
Com que letras falam sobre
a descristianização da França durante a Revolução Francesa
,

Começamos com a Intro (Diga - se de passagem o Vital Remains é uma das bandas que cria as melhores intros)
Let the Killing Begin, (Que tem como pano de fundo uma música conhecida por muitos como Carmina Burana, quando na verdade trata - se de "Carl Orff - O Fortuna")
Que já cria um clima completamente Obscuro e soturno, ouvindo também ao fundo passagens do filme "The Greatest History ever Told (1965)", conhecido no Brasil como "A maior História de Todos os Tempos" e logo após a conhecida frase: "Let the Killing Begin" com Glen Benton gritando a plenos pulmões vem a música Dechristianize, que tem uma melodia incrível,com paradinhas que até lembram o Deicide, mas claro com mais ênfase nas melodias, Dave Suzuki (Aquele que carrega o álbum nas costas, pois foi quem gravou todos os instrumentos e compôs toda a parte harmônica do álbum), apresenta gritos odiosos em alguns momentos nessa música (na frase "He Rape" fica incrível), em seguida a música Infidel, não tão expressiva quanto as outras masvale destacar novamente o ódio apresentado através de gritos por Dave no final da música, logo em seguida uma das músicas que mais gosto a pesadíssima Devoured Elysium que fala sobre a destruição dos Campos Elísios (Paraíso para os íntimos), com frases marcantes como "God, you fucking whore" que precede uma das pontes mais impressionantes dessa banda,

Veja Abaixo a Tradução de O Fortuna, do Latim para Português:

"O FORTUNA

O Fortuna, velut Luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis; vita detestabilis
nunc obdurat
et tunc curat
ludo mentis aciem; egestatem,
potestatem, dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis, rota tu volubilis,
status malus, vana salus
semper dissolubilis;
obumbrata
et velata
mihi quoque niteris; nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
mihi nunc contraria; est affectus
et defectus
semper in angaria.
hac in hora
sine mora
cordae pulsum tangite!
quod per sortem
sternit fortem, mecum omnes plangite!"


(O
Fortuna, como a lua de sempre mudando de estado, você está sempre crescente ouminguante, a vida de ódio agora é brutal, agora mima os nossos sentimentos com o seu jogo, o poder, a pobreza, que derrete como o gelo.


Destino, selvagem e vazia, você é um giro da roda, a sua posição é incerto, seu favor é ociosa e sempre propensos a desaparecer, coberta de sombras e veladas que você carrega em cima de mim também, agora de volta o meu nu é através do esporte de sua maldade.

A chance de prosperidade e de virtude não é agora meu; se queira ou não, um homem é sempre responsável pelo serviço da Fortuna. Nesta hora sem demora tocar as cordas! Porque com a sorte que ela estabelece baixa os corajosos, todos se unirem a mim em pranto!
)

Um verdadeiro hino do ódio, “Devoured Elysium” tem passagens precisas e certeiras como poucas músicas conhecidas hoje, com a característica dessa banda de juntar melodia e peso num casamento perfeito. A próxima música muito pesada também, mas não tão expressiva chama – se “Savior To None... Failure For All....”, tem ótimas passagens porém não empolga muito (salvo pelo final da música que tem mais uma dessas “pontes” que são características da banda). “Unleashed Hell” começa com um grito que nos parece algo como “Vai pro diabo seu filho da puta”, um grito que surge do nada e traz o caos (mais uma que tem as famosas “paradinhas” que tanto lembram o Deicide), ouçam essa música pois é ótima. “Rush of Deliverance” começa com aquela batida seca que já traz esperanças de um som monstruoso. Dave Suzuki mostra – se um compositor inspiradíssimo com riffs e passagens melodiosas cheias do mais puro ódio, lembrando que seus backing vocals também são classificados como um dos melhores do metal extremo no mundo. “At War with God” essa música nos remete a um dos cd’s que mais gosto dentro do Black Metal 80’s (o famoso At War With Satan de 83 do já conhecido Venom) não a música não tem 25 minutos como a citada mas é tão intensa quanto sua quase xará. E para terminar temos aqui a maravilhosa “Entwined By Vengeance” que trata – se de mais um hino ao Ódio, com solos que percorrem em nossos ouvidos como sangue em nossas veias (daqueles que arrepiam quando você ouve), por volta dos 03:30 min, temos a oportunidade de verificar que nem só de guitarras e distorção vive nosso amado metal extremo, pois temos um solo de violão realmente inesperado para o contexto da música (mas que se encaixa perfeitamente ao proposto pela música( Lembrando que aos 7:36 min o violão retorna tão matador quanto anteriormente), mais uma vez destaco os backing vocals de Dave Suzuki esse guitarrista que é um dos melhores da atualidade dentro do Death Metal.

Bem meus caros é isso, esse álbum é um dos que mudou minha visão referente ao Death Metal técnico (ao lado de Sounds of Perseverance do Death que em breve terá uma postagem aqui também). Espero que todos que curtem Extreme Metal gostem desse álbum. Um Abraço e dêem sua opinião.


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